Venda a prazo sobe 2,37% em dezembro

30/12/2012 18:54

As vendas a prazo feitas no varejo durante o mês de dezembro cresceram 2,37% sobre o mesmo período de 2011, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

 

Os dados foram coletados no Serviço de Proteção ao Crédito. O número considera as consultas ao sistema (para a venda a prazo) entre os dias 1º e 24 de dezembro deste ano. E, portanto, engloba o período de vendas para o Natal.
 

O número não se refere a uma alta no valor vendido no varejo, mas refere-se ao volume de consultas de lojistas ao SPC para concluir vendas parceladas ou no cheque.
 

“O décimo terceiro salário foi utilizado em grande medida para o pagamento de dívidas e não para as compras de Natal”, informa em nota o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.
 

Em nota, a CNDL informa que, apesar de o número ser positivo, o nível de endividamento do brasileiro “bastante alto” e o aumento da inadimplência — que tem se acumulado ao longo do ano — se refletiram no que a entidade classificou de um crescimento “modesto”.
 

São Paulo

O varejo na cidade de São Paulo registrou crescimento real (descontado a inflação) de 4,1% neste Natal, segundo apurou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
 

A alta foi superior à registrada no mesmo período de 2011, quando foi apurada uma elevação de 3,4%. Segundo a pesquisa, pouco mais de um terço dos lojistas acumula hoje estoques em nível superior ao do ano passado.
 

A sondagem foi realizada com 40 empresas no dia 26 de dezembro no município de São Paulo.
 

Segundo comunicado da entidade, assim como no ano passado, o meio de pagamento mais utilizado foi o cartão de crédito, com 59,7% das operações de venda feitas, seguido pelo pagamento à vista (dinheiro, cheque ou débito), responsável por 35,8% das transações.
 

De acordo com o levantamento, 46,7% dos empresários fizeram promoções no Natal. O volume de estoque que restou, após o Natal, foi maior para 36,7% dos lojistas e está no mesmo patamar do ano passado para 56,7% dos entrevistados.

 

Fonte: Valor

 

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